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02 maio 2013

Por que gosto da Coreia do Sul?

Há alguns (muitos) anos atrás me disseram que tenho olhos puxados como os dos asiáticos. Bom, não estou certa sobre isso, mas de tanto dizerem fiquei curiosa o suficiente para começar a procurar coisas a respeito desses lugares situados do outro lado do mundo. Comecei pelo Japão (como a maioria), e mergulhei no mundo dos animes e mangás; depois, umas e outras músicas de jpop; mas a terra com o maior cruzamento do mundo não me conquistou completamente. Passei rápido pela China, na qual pra mim parece muito boa, mas que me chama a atenção não pelas boas coisas, mas pelo assunto "Tibet". E então, certo dia, através de uma amiga, conheci uma península "escondida" no meio desses outros dois países e me apaixonei (se é que posso dizer assim). Fui apresentada ao KPOP (Korean Pop ♥) e não posso dizer exatamente o tamanho do segundo estranhamento quanto as músicas em uma língua totalmente diferente (o primeiro foi com o japonês), pois quando você mora no Ocidente e é de um país em fase de desenvolvimento, não lhe restam muitas opções a respeito de música internacional, nas quais são quase sempre em inglês. 
O artista coreano PSY em 'Gangnam Style' que "apresentou formalmente" o KPOP ao mundo.
Pós estranhamento, veio em algum momento no qual também não sei descrever, o interesse crescente sobre a cultura daquele lugar. O que eles fazem? Vivem como um ocidental ou são totalmente diferentes, pra valer? E outras muitas perguntas de alguém leigo defronte a um assunto novo. Das músicas fui aos doramas (ou só "dramas" pois eles não conseguem proferir a palavra da mesma forma que nós) coreanos, começado pelo meu amor de debut "Boys Before Flowers" 꽃보다 남자 (Kkotboda Namja) em hangul.
Elenco principal de Boys Before Flowers.
E é incrível a sensação de que realmente não é NEM UM POUCO parecido com as novelas e séries ocidentais. "Cadê os beijos? As cenas cheias de segundas intenções? Cadê? Cadê?", no começo, confesso que você pode achar absurdamente chato uma série em que beijos entre os atores acontecem uma ou duas vezes, ou as vezes nem acontecem. Mas chega um certo momento em que você assiste ao dorama e pensa "Por que eu preciso de uma cena de beijo aqui? Ou um assusto fútil sem noção? Eu quero saber como o fulano fez esse inferno na vida de ciclano que fez aquilo outro com beltrano e etc!"; porque a trama é tão boa que não necessita de apelação para prender você. ISSO me fascinou. Claro, não venho dizer que os coreanos não "vivem" ou passam reclusos como monges. Nada disso, há cafajestes, "171", pivete abusado e outras coisas mais, como em qualquer lugar, só que diferente. 
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Fui gostando e me apegando ao "korean way to live" e comecei a buscar mais sobre a história da Coreia, suas tradições, autoridades, vida, lugares, pessoas, e claro... a língua! Sei que muitas são as pessoas que dizem "Coisa de maluco! Ler pausinhos!" AIGOO! JINJJA? (Ai! Sério? em português) U_U Não, não é coisa de maluco. E por incrível que pareça, hangul (alfabeto coreano) é muito mais fácil de ser lido do que o hiragana e o katakana japonês; e ainda mais fácil do que o mandarim. Corri atrás de cursos e materiais para estudar a lindeza da língua, BUT é quase impossível encontrar material de qualidade na nossa língua. Então , um belo dia andando pelo Youtube encontrei o TTMIK (Talk To Me In Korean), um site/vlog de nativos que ensinam em inglês itens essenciais sobre coreano e hoje em dia tem 4 livros de estudos publicados que são enviados ao mundo todo através da My Korean Store (ainda vou comprar os livros, assim que o fizer digo algo aqui). Infelizmente se você não tem conhecimento pelo menos intermediário do inglês vai se complicar pra entender as lições pois ambas não são sua língua materna. Mas nada do que um bom esforço não resolva. Pela internet aprendi a ler os "pauzinhos" do hangul e hoje consigo ler palavras inteiras em coreano (mesmo sem saber seus significados rs). Também sei me apresentar, dizer obrigada, desculpe e com licença. Tudo está em progresso. Sim é difícil, principalmente a pronúncia, mas creio que um dia conseguirei minha terceira língua com louvor <3
Há mais inúmeros motivos para amar a Coreia do Sul, tantos que eu deixaria o texto ainda maior e cansativo se eu falassem (eu imagino a comida, que ainda não tive o prazer de experimentar; e que é linda e parece ser gostosa demais) . Mas há algo maior que eu não posso deixar passar: SEOUL. Com seus 10,3 milhões de habitantes, Seoul (ou Seul) é a capital sul-coreana. Um lugar que eu só conseguiria descrever em uma palavra: Vida! Mesmo eu nunca tendo estado lá, posso sentir isso. É possível dizer que Seoul seja o lugar mais competitivo do mundo. É, acredite, deixando até NY abaixo. Os coreanos querem ser sempre os melhores (mas não de forma doentia e ruim), eles SABEM que são capazes (assim como todos somos) de fazer o melhor e sempre tentam isso. As pessoas são muito muito educadas, e há diferentes formas de falar com uma pessoa dependendo de sua idade, cargo e etc. O que é simplesmente sensacional! ^o^ Os estudantes do colegial passam o dia inteeeeiro estudando para o CSAT -  College Scholastic Ability Test (equivalente ao nossos vestibulares ou ENEM; mas pior, muuuuito pior/difícil). É com esse "Teste de Habilidade Escolar" que os estudantes tentam uma vaga nas universidades, e é em Seoul que fica uma das universidades mais cotadas que leva o nome do lugar; também conhecida como "Universidade S". 
Seoul mistura ancestralidade e modernidade de uma forma incrível. Pontos turísticos passam de palácios até prédios com design inovador, e locais que respiram tecnologia. Uma das minhas metas de vida é conseguir uma formação em alguma universidade coreana. Seja esta  o meu mestrado ou doutorado, ou simplesmente um curso de coreano para poder voltar pelo menos com um nível avançado. 
A Coreia do Sul pode parecer um destino assustador para aqueles que só conhecem o país pelas citações dos jornalistas na tv a respeito dos problemas políticos entre o norte e o sul. Porém, há muito mais do que isso nesse país que a cada momento acarreta mais e mais destaque atualmente. Eu amo o Brasil, minha pátria amada. Mas também guardo uma parte do amor pra esse país com gente de olho puxado que me conquistou de uma forma diferente e especial. Ah, e devo a minha identificação com o país a Busan (ou Pusan), uma cidade sul coreana que se você observar bem no mapa, lembra muito o Rio de Janeiro em sua geografia (e eu como boa carioca da gema, não poderia deixar passar isso). (Seoul também tem música e "marketing" próprio, além de um site repleto de dicas para turistas! :) 
나는 한국을 사랑합니다!
(Eu amo a Coreia!)

Vídeo da música acima AQUI. Assista, é sério ;)

27 fevereiro 2013

O que penso sobre vegetarianismo?


NOTA: Bom, a princípio eu comecei a postar textos e pensamentos meus nesse blog. Porém, senti necessidade de explorar também as minhas opiniões, minha vontades e etc. Mas não se preocupe, continuarei "escrevendo".  <3

Sempre AMEI carne. Mesmo, mesmo. E ainda amo. Tanto que sentir cheiro de carne no fogo, independente do momento que seja, desperta minha fome, meu desejo de querer aquilo pra mim. Meio doentio, eu sei, mas é verdade. 
Porém; ando lendo artigos, vendo vídeos e lendo um livro (não sobre vegetarianismo, mas com o assunto incluído), que me fizeram pensar. Certo filme que assisti, um homem perguntou ao personagem David, por quê ele era vegetariano. E este disse:
"Uma vez, vi matarem umas vacas."
E realmente, REALMENTE, por mais que isso não pareça nada; faz toda a diferença. Ir a um matadouro ou assistir vídeos feitos lá dentro (o que não são poucos), fazem você ficar enjoado, triste e com pena dos animais e de si mesmo. O ambiente é asqueroso, anti-higiênico, opressor (pelo menos a esmagadora maioria). Ver um boi, vaca, porco, e em outros casos galinha, tentarem de tudo pra não ser morto e sentir todo o medo do animal como se fosse você é algo que desperta o nosso lado mais humano. E se isso não acontece com você, pense que é seu gato/cachorro; isso "ajuda". 
Não tenho nenhuma propriedade argumentativa para dissertar sobre esse assunto. O ponto aqui é a experiência de ler e ver coisas sobre matadouros e afins, que afetou meus pensamentos e opiniões sobre o assunto. Também não sou vegetariana, mas hoje entendo pelo menos 2% de tudo o que os defensores e protetores das causas dos animais dizem. Então eu pensei que preciso me sentir bem comigo mesma e com toda essa situação, ausentando pelo menos uma porcentagem mínima de culpa nesse absurdo.
Então: Semivegetarianismo. Porque tudo começa de alguma forma.

O Semivegetarianismo, não chega a ser vegetarianismo propriamente dito. Nesse tipo de dieta corta-se somente a carne vermelha e suína. Mas como disse, tudo tem um princípio. Veja os sistemas das diferentes dietas:

Tabela de alimentos consumidos nas principais dietas vegetarianas
Nome da dietaCarne vermelha e suínaCarne brancaOvosLaticíniosMel
SemivegetarianismoNãoSimSimSimSim
OvolactovegetarianismoNãoNãoSimSimSim
LactovegetarianismoNãoNãoNãoSimSim
OvovegetarianismoNãoNãoSimNãoSim
Vegetarianismo semiestritoNãoNãoNãoNãoSim
Vegetarianismo estritoNãoNãoNãoNãoNão[9][10][11]

Fonte: Wikipédia

Ninguém disse que para ser vegetariano você precisa "numa tacada só" abdicar de toda sua rotina alimentar do dia pra noite. Mas também ninguém disse que seria fácil. Para uma pessoa como eu parar de comer carne ou ignorar aquele convite bacana do seu amigo para comemorar o aniversário dele na churrascaria é quase um martírio. Sem contar a pressão familiar (que sim, existe), quando as pessoas acham que do nada você começará a fazer fotossíntese para sobreviver. Mas confesso que hoje, eu penso nas coisas de proporções abissais que os animais têm que passar para poder satisfazer o meu egoísmo e gula e na hora, vejo a importância de "me sacrificar" (por falta de melhor expressão).
Isso não é uma promessa. Até porque esse tipo de mudança requer uma disciplina que não sei se realmente tenho. Mas eu sei que posso conquistar. É bom pra mim, pra minha saúde, e claro, para os animais <3 
O vegetarianismo pode não acabar com todo o mercado de venda de carne adquirida dessa forma bruta e absurda, mas é um pedacinho da gente que acaba sendo doado para que o peso e o investimento nisso não chegue a proporções tão constrangedoras para nós que pensamos e temos consciência do que fazemos, e mesmo assim não damos a mínima (isso vale para questões sustentáveis, meio ambiente, crianças, idosos, etc). 

Bom, após desabafar um pouco, e organizar "no papel" o que realmente retirei do meu tempo assistindo e lendo sobre o assunto, vejo que posso começar a olhar para toda línguiça, toicinho, e afins, como o Baby de Baby, o Porquinho Atrapalho, e aqueles bifes, e picanhas ótimas, como as amigas do Baby, ou como cãozinhos que eu teria dentro de casa e amaria muitíssimo. 
Uma dieta com desencargo de consciência e paz de espírito, por favor. 

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