14 novembro 2013

The change.

     Vinte e quatro meses, a credibilidade inabalável de nossos seres e toda a incerteza de um futuro que corre em nossa direção. Suas incoerências se chocam contra a minha força de vontade em me auto-afirmar de forma óbvia e nossos caminhos conturbados pela névoa de pensamentos e questões tumultuam soluções simples de serem tomadas. Não pertencemos a esse lugar, mas também não sabemos aonde devemos ir. Eu já guardei minhas coisas na mala velha atrás da nossa porta, tenho um livro na bolsa e boa música para ouvir na estrada. Salvo o vazio dentro de mim, estou cheia das palavras mal ditas, e sem sucesso ainda tento entender nossos diálogos. Você me pede para não ir, mas não me dá uma razão para ficar. Sinto-me perdida nesse complexo de trilhas nas quais me intrometi e temo perder a razão e a alma para toda essa calmaria natural de uma vida sem mudanças.
    Não grite comigo. Não me diga o que fazer. Não seja você. 
     A se emaranhar na racionalidade desnecessária, na ofensa recorrente de comentários de cunho absurdamente idiota. Já pensou como pode ser difícil idealizar e projetar uma vida física consideravelmente boa e paralelamente viver afastado através da sua criação mental de um mundo perfeito na qual eu não mais estou inserida? O engraçado da frieza é que quem a tem "morre" primeiro do que aquele na qual se projeta a indiferença. Não deixe que me sinta viva com o seu processo mortuário de embalsamamento dos nossos sentimentos. As chaves do carro ainda não existem mas estou disposta a fugir no meio da noite em função da necessidade de me descobrir. Quando olhei para trás e pude observar seu olhar longe e nem um pouco surpreso bati a porta e acelerei. Já não era mais eu ali, era quem eu sempre quis conhecer e me apresentar formalmente e assim me apropriar do que nunca fui e talvez nunca pudesse ser. Não havia mais celulares, conexões e amarras que me guiassem a caminhos cem por cento seguros ou o cúmulo da consciência combinada ao pudor em não arriscar meio centímetro da minha vitalidade humana. 
     Entendo que por não sermos eternos um de nossos maiores deveres é fazer o que tem que ser feito caso aquilo seja indubitavelmente o que queremos. Pois somos mais vivos quando vivemos de fato, e não porque há fluido vermelho suficiente nos fazendo ficar de pé. Somos tão únicos quanto os momentos e destes devemos fazer o que justificaria todas os nossos anseios e receios com uma práxis indiscutível. 
     Abraça-me e ao mundo igualmente, mas não esqueça-te a quem lhe designa amor em diferente medida daqueles que somente lhe são gratos pelo "bom dia" desejado. 
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26 outubro 2013

'Springbreak Movies Marathon'!

Minhas "férias de primavera" da faculdade estão acabando e durante esse período de um pouco mais de um mês vim assistindo alguns filmes durante as madrugadas, uns muito bons outros nem tanto, e resolvi que seria uma boa fazer um lista com os que mais gostei assistir. Não sou nem de longe cinéfila ou coisa do tipo, portanto minhas impressões são somente isso, impressões e opiniões leigas sobre os tais longas :)
This is the end (2013) - Direção: Evan Goldberg - Co-direção: Seth Rogen
O filme parece ser mais um sobre "fim do mundo", o que é, mas o que mais gostei foi a forma como construíram a história usando os atores para que estes interpretassem eles mesmos. Confesso gostar muito quando fazem algo do gênero, parece que "humaniza" mais o personagem (bullshit, I know) mesmo que eles estejam interpretando. Sem contar que o elenco principal é engraçadíssimo e o fato de tudo acontecer durante uma festa na casa de James Franco tendo como convidados Emma Watson, Rihanna, Michael Cera, etc; foi uma ideia muito bacana. Não é um filme cinco estrelas pra mim mas é um engraçado e vale muito a pena assistir.
Driving Lessons (2006) - Direção: Jeremy Brock

O que é assistir a Rony Weasley e Molly Weasley fora de Harry Potter de uma forma ainda mais incrível? Driving Lessons foi, de verdade, um dos melhores filmes que eu assisti nessas férias. O longa conta a história de Ben Marshall (Rupert Grint) que vem de uma família conservadora e tradicional mas que após começar a trabalhar para a "atriz aposentada" Evie Walton (Julie Walters) tudo muda não somente por conta do jeito excêntrico de Evie mas também pela forma na qual Ben começa a ver o mundo o que a leva a decisão de mudar sua vida ou continua preso a ela. 
Friends With Benefits (2011) - Direção: Will Gluck

Sem dúvida um dos melhores filmes de comédia romântica que já assisti. Mila Kunis está incrível assim como Justin Timberlake que eu acabo por achar melhor ator do que cantor. Just saying; mas ele tem seus atributos... Emma Stone também está no elenco mas infelizmente não foi muito explorada :(. Não é um filme só "água com açúcar" por mais que você imagine como tudo vai terminar, e a relação de "benefício" entre ambos não é o que predomina no longa, de forma que tem uma história suficientemente boa no background de toda essa situação. Boa pedida para assistir quando quiser um entretenimento leve e divertido.
Lovelace (2013) - Direção: Rob Epstein & Jeffrey Friedman
Jogue fora (ou ao menos guarde) todos os seus pré-conceitos, tradicionalismo e conservadorismo em relação a indústria pornográfica e assista a cinebiografia de Linda Lovelace. Um filme que nem de longe se compara aos "Bruna Surfistinhas" da vida e conta a história (ou quase) de uma das maiores estrelas pornô da década de 70. Não espere assistir cenas de sexo super explícitas como em um filme do gênero; há nudez sim, mas nem de longe toma conta de todo o enredo. Pode soar estranho falar de um filme com essa premissa de uma forma tão natural, mas o filme mostra o "lado negro" (tem lado bom?) dessa indústria sob a visão de uma mulher explorada, agredida e enganada pelo seu marido/produtor dentre outros aspectos. Temos no elenco James Franco interpretando Hugh Hefner (Playboy) o que é um belo elogio ao mesmo sendo "encarnado" por alguém bem mais bonito. Infelizmente o filme não aborta pontos importantes da vida de Linda, permeando mais pelo seu relacionamento abusivo e seu "trabalho". Confesso que fiquei curiosa após assistir ao longa e acabei por pesquisar mais sobre o assunto, ainda mais pelo fato de Linda ter escrito uma autobiografia com o título "Ordeal" (Agonia, Aflição em inglês) contando suas experiências dentro desse universo marginal. Sem contar a atuação incrível de Amanda Seyfried que ficou morena (ou é peruca?) e encarou o topless no carão. Filme recomendadíssimo.
The Internship (2013) - Direção: Shawn Levy
Sim, depois de assistir esse filme você vai ficar louco pra conseguir uma vaga, nem que seja de "cara/garota do cafézinho" no (ou seria "na") Google. O longa conta a história de dois vendedores de relógio que perdem seus empregos após o dono da empresa fechar o negócio acreditando que este está ultrapassado. Tendo que começar do zero e com problemas financeiros ambos buscam uma forma de voltar ao mercado e buscam por opções, mesmo as mais "ousadas", como a de tentar uma vaga de estagiário em uma das maiores empresas do mundo. Os atores são incríveis e engraçadíssimos, até mesmo os secundários; e o choque de gerações entre os protagonistas e os demais participantes deixa tudo muito mais divertido tendo em vista a situação de necessidade em se modernizar em um mundo em constante mudança. O filme conquista desde os mais geeks que vão adorar ver desde linguagens de comunicação até criação de apps, dentre outros aspectos do mundo da informática até pessoas tão leigas quanto que podem (e vão) se interessar sobre assunto.
Silver Linings Playbook (2012) - Direção: David O. Russell
Enfim consegui assistir ao tão famoso "O Lado Bom da Vida". Filme muito bom, de verdade. Aproveitar a super Jennifer Lawrence para papéis mais complexos (e legais, convenhamos) é muito mais interessante de assistir e consequentemente gostar. Bradley Cooper, hum, assistir ele fora de The Hangover é também mais bacana. Os dois juntos são os loucos mais divertidos que já vi. Tudo bem eu não ter vistos muitos, mas enfim. Julia Stiles (10 Things I Hate About You) também está no elenco e mesmo tendo aparecido pouco já me deixou contente. Tenho a sensação que vou gostar estratosfericamente mais do livro do que da adaptação. Quando ler quem sabe eu escrevo algo sobre.
The Breakfast Club (1985) - Direção: John Hughes
Para fechar a lista escolhi um filme um pouco mais antigo que os demais, mas que é tão bom quanto. The Breakfast Club ou Clube dos 5 ou só O Clube é considerado um clássico cult e é um dos maiores filmes que se passam no âmbito de High School. Conta a história de cinco adolescentes que passam o sábado inteiro em detenção na escola e como "castigo" devem escrever um texto com mais de mil palavras sobre o que eles pensem sobre si mesmos. Durante todo esse tempo diversas coisas acontecem e fazem com que eles reflitam sobre suas vidas e dramas pessoais além de se conhecerem melhor. A trilha sonora é a melhor dentre todos os filmes dessa lista. Já no começo do longa temos Don't You (Forget About Me) - Simple Minds (80's ). E já que as músicas valem super a pena fiz questão de colocar a playlist para quem quiser conferir :)
The Breakfast Club by Bob Porter on Grooveshark

Então, essa é a minha lista de "top filmes / minha maratona de férias de primavera", ou algo do tipo.
Até logo (?) Xo :)

22 outubro 2013

Sobre trilhas sonoras e o que vem com elas.


 Poucas são as coisas que eu amo mais do que comida. Trilhas sonoras são uma delas. É incrível a sensação que uma música pode trazer para uma cena, ou até mesmo "fazer a cena" de forma que fique inesquecível. Bem provável que você quando mais jovem, até mesmo agora, encontre uma música que faça te lembrar alguém, algum lugar, algum momento; é comum associar coisas. Sejam cheiros, imagens, e obviamente músicas que trazem lembranças e sensações únicas que ninguém a não ser um outro alguém que tenha passado pela mesma coisa que você possa sentir, mas isso não significa que compartilharão da mesma coisa, o que torna tudo muito mais único e especial. 
Meu primeiro "contato" a uma trilha sonora que mexesse comigo de forma  significativa eu remonto aos meus 8/9 anos, quando assistia Digimon e cantava a abertura (na voz da cantora talentosíssima Angélica). Até hoje, já com meus vinte anos, quando ouço essa música me sinto incrivelmente feliz e parece que voltei a ser criança mais uma vez. Isso evoluiu quando conheci Harry Potter e sua trilha, em grande parte instrumental, e maravilhosa. Não tem como assistir A Pedra Filosofal e não se emocionar com o clássico "tãn tãn tãn-tãn-tãn-tãn tãn tãn tãn tãn..." *aplausos para a sonoplastia* enquanto a logo da Warner aparece.
Mas eu comecei mesmo a fazer questão de ter no meu computador cds e mais cds de trilha sonora depois que comecei a assistir a série The O.C. Algumas muitas pessoas que assistiram sabem que tem músicas na série que marcam sem esforço um determinado momento transformando-o em algo muito mais emocional ou incrível quando preciso. E hoje eu sou uma possível "viciada" em música de trilhas sonoras que fica incrivelmente feliz quando acha artistas e bandas muitíssimo boas em toda essa miscelânea. Nessa postagem do tipo "O Retorno Nº192982..." resolvi colocar aqui algumas das minhas trilha sonoras preferidas. Ou seja, são opiniões única e exclusivamente minhas, então é desnecessário o incomodo de "Oh D's, ela não gosta/conhece a trilha sonora x ou y". Vamos manter isso aberto para novas "descobertas"; ou não. rs Algumas playlists irão ficar na segunda parte da postagem para que a mesma não fique gigantesca, para ouvi-las clique em "Leia mais" :)

 The O.C • One Tree Hill • Dawson's Creek  (500) Days Of Summer • Sweet November • Juno • 90210

The O.C by Barbara L. on Grooveshark One Tree Hill OST by WaRMaiN on Grooveshark Dawson's creek OST by Lian Marie R. Martinez on Grooveshark 500 days with summer by Maxi Alvarez on Grooveshark
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30 setembro 2013

Tenho Fome da Tua Boca - Pablo Neruda


Tenho fome da tua boca, da tua voz, do teu cabelo,
e ando pelas ruas sem comer, calado,
não me sustenta o pão, a aurora me desconcerta,
busco no dia o som líquido dos teus pés.  
Estou faminto do teu riso saltitante,
das tuas mãos cor de furioso celeiro,
tenho fome da pálida pedra das tuas unhas,
quero comer a tua pele como uma intacta amêndoa.   
Quero comer o raio queimado na tua formosura,
o nariz soberano do rosto altivo,
quero comer a sombra fugaz das tuas pestanas   
e faminto venho e vou farejando o crepúsculo
à tua procura, procurando o teu coração ardente
como um puma na solidão de Quitratue.  
Pablo Neruda, in "Cem Sonetos de Amor"

16 maio 2013

A zillion things about me.

Sometimes I can be  incredibly rude, at the same time I can be very very kind as well. I live in a particular world where no one but myself, my imaginary (and beautiful, and smart and lovely) son and my cat are allowed to get inside. I can love you but if you hurt me, even once, I can hate you for seconds or maybe ages. I like music. I like music that we can listen when we're in the car (plane, ship, wthv) traveling. I buy more books that I can read as a human being; but I personally don't care about it. I have faith in strange things. I have afraid of hell, cockroaches and things that can fly above my head. I like to beat someone in something; anything. Mainly things about different languages. I love period novels, series, fashion and so on. But in the other hand I don't like when MY period starts. I have PMS every single month, but I'm not a linear sentimental person; at that period I can be so so lovely that you'll love me more and more, and in the next I can be the devil, the biggest bitch on earth and say bad things to you. But what can I do besides take some contraceptive pills?  I LOVE to write things in english. I say so much more that way. Of course I love my mother language, but if I've to say something (important things, maybe) I prefer to write them in english. As I'm doing now. I know I'm using so much "I, I, I" in this thing, but believe me, I hate that! 
I usually introduce myself in the 3th person. Its more formal, but less compromising. I had a bunch of relationships since I was 12 (I'm 19-20 now). Almost 5. I think I'm in the 5 one. Not because I'm a slut or something; the thing is I started to "love" so soon and had really "challenger boyfriends". Almost every boy that I met had some kind of problem. Not BIG problems, but were problems. I think my mission was to help them to improve themselves and find the "right girl" or the 'right way". 
I wish I could be more independent. But unfortunatelly I live in a glass jar with a GPS 24 hours on in my neck. I was always very very controled by my parents. And shoved to do the right things ever. I know, parents do somethings because is good to us, but dude not that much. I'm a good person today because of them.
I moved several times. Not because I wanted, or I was a bad child. I moved because I needed, and reached a point that I started to like it. The emotion of making new friends, live in a new home, its really amazing. At least for me. 
I met a lot of amazing people, and bad people too. But the negative side of all this was that I couldn't creat "emotional ties" and now I don't have a true childhood friend or something like that.
I'm a really difficult person sometimes, and I avoid good feelings and adventures because of fear. I know, I know reader, that's a bad bad thing, but what can I do? I want to travel all over the world but with this fear inside me I'll do this one day? I don't think so.
Oh, and I can say that I'm a really pessimist person some(all)times.
But I'm a good person as well. I don't lie, I do what I like with passion and if I'm your friend, I AM YOUR FRIEND REALLY! Don't matter what. 
I love love looove the Harry Potter series, I'm a Ravenclaw with proud, and yes! I'm waiting for my Hogwarts letter until today. I can't write good texts in english with good grammar and etc. But I'm improving. I want a house with edwardian decoration on it, I want to drink tea everyday, practice yoga, meditate and write books. I love witches, all the things about them. I love books with this theme, watch youtube videos of wiccan bloggers, and know about the inquisition. By the way, I'm christian. 
I don't hate gays, on the contrary, I've a lot of gay friends. And they're fun and cool and smart. I don't know much about political, I don't have a party to trust, I don't even trust on myself sometimes man. 
I wish my country speak english and people still using "M'lady" 'M'lord" "M'aam" "Mistress" and so on. I love Jane Eyre's book by Charlotte Brontë, it's my favorite book ever. I've blogs since 2008, but I can't keep going with them and as books instead of buy I create more and more blogs. Now I've 11 (I think). I love Korea (I prefer the South one), I learn korean at home and I'm planing to live in Seoul one day. I don't like watch movies, just the movies that I've sure (or almost) that I'll like. I like to watch tv series and miniseries, but I also have to like the subject. I love historical documentaries, things about religion, crafts and philosophies. I like doramas (korean dramas mainly). I want to run out a pub, an language school specialized in asian languages and have an youtube channel where I show my travels. I've the worst calligraphy ever.
I love pasta, pizza, lamen, refrigerant. I'm with 130,7 lb and 5,48 ft. I prefer to write in paper. I only write that much in the computer when I'm REALLY "inspired". 
Me and my dad don't believe in religion as a good thing for a human being even we being christian. We don't  go to church anymore. I''ll start college in June to study History. I hope I'll like it. 
I don't know if I'll get married one day. But I love my boyfriend. I've the best bestfriends in the world, even if they are not with me always. I'm really greatful for everything in my life, even the bad things. I like to hear more than speak. I like cute things, black and white, jeans and thin legs. I wish I could draw and sing. I want to play piano one day. And I think I will. I want to be more prettier and lovely. I want to be more than what I'm today. I want to lost the fear that I've of heights. I want to read Wuthering Heights too.
But now; just know I want to stop writing those several things, because you reader or slept or isn't reading this anymore.

Tradução:

15 maio 2013

02 maio 2013

Por que gosto da Coreia do Sul?

Há alguns (muitos) anos atrás me disseram que tenho olhos puxados como os dos asiáticos. Bom, não estou certa sobre isso, mas de tanto dizerem fiquei curiosa o suficiente para começar a procurar coisas a respeito desses lugares situados do outro lado do mundo. Comecei pelo Japão (como a maioria), e mergulhei no mundo dos animes e mangás; depois, umas e outras músicas de jpop; mas a terra com o maior cruzamento do mundo não me conquistou completamente. Passei rápido pela China, na qual pra mim parece muito boa, mas que me chama a atenção não pelas boas coisas, mas pelo assunto "Tibet". E então, certo dia, através de uma amiga, conheci uma península "escondida" no meio desses outros dois países e me apaixonei (se é que posso dizer assim). Fui apresentada ao KPOP (Korean Pop ) e não posso dizer exatamente o tamanho do segundo estranhamento quanto as músicas em uma língua totalmente diferente (o primeiro foi com o japonês), pois quando você mora no Ocidente e é de um país em fase de desenvolvimento, não lhe restam muitas opções a respeito de música internacional, nas quais são quase sempre em inglês. 
O artista coreano PSY em 'Gangnam Style' que "apresentou formalmente" o KPOP ao mundo.
Pós estranhamento, veio em algum momento no qual também não sei descrever, o interesse crescente sobre a cultura daquele lugar. O que eles fazem? Vivem como um ocidental ou são totalmente diferentes, pra valer? E outras muitas perguntas de alguém leigo defronte a um assunto novo. Das músicas fui aos doramas (ou só "dramas" pois eles não conseguem proferir a palavra da mesma forma que nós) coreanos, começado pelo meu amor de debut "Boys Before Flowers" 꽃보다 남자 (Kkotboda Namja) em hangul.
Elenco principal de Boys Before Flowers.
E é incrível a sensação de que realmente não é NEM UM POUCO parecido com as novelas e séries ocidentais. "Cadê os beijos? As cenas cheias de segundas intenções? Cadê? Cadê?", no começo, confesso que você pode achar absurdamente chato uma série em que beijos entre os atores acontecem uma ou duas vezes, ou as vezes nem acontecem. Mas chega um certo momento em que você assiste ao dorama e pensa "Por que eu preciso de uma cena de beijo aqui? Ou um assusto fútil sem noção? Eu quero saber como o fulano fez esse inferno na vida de ciclano que fez aquilo outro com beltrano e etc!"; porque a trama é tão boa que não necessita de apelação para prender você. ISSO me fascinou. Claro, não venho dizer que os coreanos não "vivem" ou passam reclusos como monges. Nada disso, há cafajestes, "171", pivete abusado e outras coisas mais, como em qualquer lugar, só que diferente. 
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Fui gostando e me apegando ao "korean way to live" e comecei a buscar mais sobre a história da Coreia, suas tradições, autoridades, vida, lugares, pessoas, e claro... a língua! Sei que muitas são as pessoas que dizem "Coisa de maluco! Ler pausinhos!" AIGOO! JINJJA? (Ai! Sério? em português) U_U Não, não é coisa de maluco. E por incrível que pareça, hangul (alfabeto coreano) é muito mais fácil de ser lido do que o hiragana e o katakana japonês; e ainda mais fácil do que o mandarim. Corri atrás de cursos e materiais para estudar a lindeza da língua, BUT é quase impossível encontrar material de qualidade na nossa língua. Então , um belo dia andando pelo Youtube encontrei o TTMIK (Talk To Me In Korean), um site/vlog de nativos que ensinam em inglês itens essenciais sobre coreano e hoje em dia tem 4 livros de estudos publicados que são enviados ao mundo todo através da My Korean Store (ainda vou comprar os livros, assim que o fizer digo algo aqui). Infelizmente se você não tem conhecimento pelo menos intermediário do inglês vai se complicar pra entender as lições pois ambas não são sua língua materna. Mas nada do que um bom esforço não resolva. Pela internet aprendi a ler os "pauzinhos" do hangul e hoje consigo ler palavras inteiras em coreano (mesmo sem saber seus significados rs). Também sei me apresentar, dizer obrigada, desculpe e com licença. Tudo está em progresso. Sim é difícil, principalmente a pronúncia, mas creio que um dia conseguirei minha terceira língua com louvor <3
Há mais inúmeros motivos para amar a Coreia do Sul, tantos que eu deixaria o texto ainda maior e cansativo se eu falassem (eu imagino a comida, que ainda não tive o prazer de experimentar; e que é linda e parece ser gostosa demais) . Mas há algo maior que eu não posso deixar passar: SEOUL. Com seus 10,3 milhões de habitantes, Seoul (ou Seul) é a capital sul-coreana. Um lugar que eu só conseguiria descrever em uma palavra: Vida! Mesmo eu nunca tendo estado lá, posso sentir isso. É possível dizer que Seoul seja o lugar mais competitivo do mundo. É, acredite, deixando até NY abaixo. Os coreanos querem ser sempre os melhores (mas não de forma doentia e ruim), eles SABEM que são capazes (assim como todos somos) de fazer o melhor e sempre tentam isso. As pessoas são muito muito educadas, e há diferentes formas de falar com uma pessoa dependendo de sua idade, cargo e etc. O que é simplesmente sensacional! ^o^ Os estudantes do colegial passam o dia inteeeeiro estudando para o CSAT -  College Scholastic Ability Test (equivalente ao nossos vestibulares ou ENEM; mas pior, muuuuito pior/difícil). É com esse "Teste de Habilidade Escolar" que os estudantes tentam uma vaga nas universidades, e é em Seoul que fica uma das universidades mais cotadas que leva o nome do lugar; também conhecida como "Universidade S". 
Seoul mistura ancestralidade e modernidade de uma forma incrível. Pontos turísticos passam de palácios até prédios com design inovador, e locais que respiram tecnologia. Uma das minhas metas de vida é conseguir uma formação em alguma universidade coreana. Seja esta  o meu mestrado ou doutorado, ou simplesmente um curso de coreano para poder voltar pelo menos com um nível avançado. 
A Coreia do Sul pode parecer um destino assustador para aqueles que só conhecem o país pelas citações dos jornalistas na tv a respeito dos problemas políticos entre o norte e o sul. Porém, há muito mais do que isso nesse país que a cada momento acarreta mais e mais destaque atualmente. Eu amo o Brasil, minha pátria amada. Mas também guardo uma parte do amor pra esse país com gente de olho puxado que me conquistou de uma forma diferente e especial. Ah, e devo a minha identificação com o país a Busan (ou Pusan), uma cidade sul coreana que se você observar bem no mapa, lembra muito o Rio de Janeiro em sua geografia (e eu como boa carioca da gema, não poderia deixar passar isso). (Seoul também tem música e "marketing" próprio, além de um site repleto de dicas para turistas! :) 
나는 한국을 사랑합니다!
(Eu amo a Coreia!)

Vídeo da música acima AQUI. Assista, é sério ;)

27 fevereiro 2013

O que penso sobre vegetarianismo?


NOTA: Bom, a princípio eu comecei a postar textos e pensamentos meus nesse blog. Porém, senti necessidade de explorar também as minhas opiniões, minha vontades e etc. Mas não se preocupe, continuarei "escrevendo".  <3

Sempre AMEI carne. Mesmo, mesmo. E ainda amo. Tanto que sentir cheiro de carne no fogo, independente do momento que seja, desperta minha fome, meu desejo de querer aquilo pra mim. Meio doentio, eu sei, mas é verdade. 
Porém; ando lendo artigos, vendo vídeos e lendo um livro (não sobre vegetarianismo, mas com o assunto incluído), que me fizeram pensar. Certo filme que assisti, um homem perguntou ao personagem David, por quê ele era vegetariano. E este disse:
"Uma vez, vi matarem umas vacas."
E realmente, REALMENTE, por mais que isso não pareça nada; faz toda a diferença. Ir a um matadouro ou assistir vídeos feitos lá dentro (o que não são poucos), fazem você ficar enjoado, triste e com pena dos animais e de si mesmo. O ambiente é asqueroso, anti-higiênico, opressor (pelo menos a esmagadora maioria). Ver um boi, vaca, porco, e em outros casos galinha, tentarem de tudo pra não ser morto e sentir todo o medo do animal como se fosse você é algo que desperta o nosso lado mais humano. E se isso não acontece com você, pense que é seu gato/cachorro; isso "ajuda". 
Não tenho nenhuma propriedade argumentativa para dissertar sobre esse assunto. O ponto aqui é a experiência de ler e ver coisas sobre matadouros e afins, que afetou meus pensamentos e opiniões sobre o assunto. Também não sou vegetariana, mas hoje entendo pelo menos 2% de tudo o que os defensores e protetores das causas dos animais dizem. Então eu pensei que preciso me sentir bem comigo mesma e com toda essa situação, ausentando pelo menos uma porcentagem mínima de culpa nesse absurdo.
Então: Semivegetarianismo. Porque tudo começa de alguma forma.

O Semivegetarianismo, não chega a ser vegetarianismo propriamente dito. Nesse tipo de dieta corta-se somente a carne vermelha e suína. Mas como disse, tudo tem um princípio. Veja os sistemas das diferentes dietas:

Tabela de alimentos consumidos nas principais dietas vegetarianas
Nome da dietaCarne vermelha e suínaCarne brancaOvosLaticíniosMel
SemivegetarianismoNãoSimSimSimSim
OvolactovegetarianismoNãoNãoSimSimSim
LactovegetarianismoNãoNãoNãoSimSim
OvovegetarianismoNãoNãoSimNãoSim
Vegetarianismo semiestritoNãoNãoNãoNãoSim
Vegetarianismo estritoNãoNãoNãoNãoNão[9][10][11]

Fonte: Wikipédia

Ninguém disse que para ser vegetariano você precisa "numa tacada só" abdicar de toda sua rotina alimentar do dia pra noite. Mas também ninguém disse que seria fácil. Para uma pessoa como eu parar de comer carne ou ignorar aquele convite bacana do seu amigo para comemorar o aniversário dele na churrascaria é quase um martírio. Sem contar a pressão familiar (que sim, existe), quando as pessoas acham que do nada você começará a fazer fotossíntese para sobreviver. Mas confesso que hoje, eu penso nas coisas de proporções abissais que os animais têm que passar para poder satisfazer o meu egoísmo e gula e na hora, vejo a importância de "me sacrificar" (por falta de melhor expressão).
Isso não é uma promessa. Até porque esse tipo de mudança requer uma disciplina que não sei se realmente tenho. Mas eu sei que posso conquistar. É bom pra mim, pra minha saúde, e claro, para os animais <3 
O vegetarianismo pode não acabar com todo o mercado de venda de carne adquirida dessa forma bruta e absurda, mas é um pedacinho da gente que acaba sendo doado para que o peso e o investimento nisso não chegue a proporções tão constrangedoras para nós que pensamos e temos consciência do que fazemos, e mesmo assim não damos a mínima (isso vale para questões sustentáveis, meio ambiente, crianças, idosos, etc). 

Bom, após desabafar um pouco, e organizar "no papel" o que realmente retirei do meu tempo assistindo e lendo sobre o assunto, vejo que posso começar a olhar para toda línguiça, toicinho, e afins, como o Baby de Baby, o Porquinho Atrapalho, e aqueles bifes, e picanhas ótimas, como as amigas do Baby, ou como cãozinhos que eu teria dentro de casa e amaria muitíssimo. 
Uma dieta com desencargo de consciência e paz de espírito, por favor. 

Links úteis:

24 fevereiro 2013

희망.


Geralmente sou o tipo de pessoa que foca naquilo que quer com tanta propriedade que mesmo não tendo afirmação alguma sobre tal coisa, já chama tal coisa de "meu". Porém tal sentimento se multiplicou, muitas e muitas vezes nesse começo de ano. Resumo em cinco letras: UFRRJ. Ou Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. No aguardo angustiante de querer e pedir e pedir de novo a Deus para passar para uma universidade pública do Brasil é inevitável a todos aqueles jovens ou não que tentaram e verdadeiramente se empenharam ao estudar para o vestibular. E estar tão perto de conseguir algo nunca foi, em toda a vida, tão surrealista a ponto de me tirar algumas horas de sono e mais 40 minutos diários de meditação, mantras e preces direcionadas a esse pedido. É um sonho, uma possibilidade, um caminho. Querendo ou não, abrirá portas essas míseras cinco letras em um CV¹; e isso, para mim, faz muita diferença. 
Se você tem entre 18 e 25 anos e tem noção disso sabe que achar que todo o seu futuro estará arruinado se você simplesmente não vir seu grande e bonito nome na lista de convocados, seja esta a da tão desejada primeira chamada, quanto a da lista de espera, pode ser um martírio durante um mês, dois, ou mais. A ansiedade passa a pulsar junto com seu sangue, começa a invadir pensamentos, sensações, TUDO. Tudo o que fazemos remete a lista, aos meses que se seguirão, a expectativa que se arrasta até a data de liberação dos nomes. Você fica louco por semanas a fio, sabe, mas gosta disso. Qualquer coisa para ser "bixo", calouro, primeiro período, o estudante cheio de gás que não imagina um terço do que o espera pela frente. Mas que está lá atualizando trinta, quarenta, cinquenta vezes a página com as informações a toda hora e minuto, mesmo que sem sucesso. 
Então, no meio de toda loucura pós vestibular e pré trote, eu me virei inevitavelmente para Deus (ou quem você quiser imaginar que seja essa força boa na qual podemos sempre recorrer), e pedi como Liz Gilbert² contou em seu livro:
"Tem uma antiga e maravilhosa piada italiana sobre um homem pobre que ia a igreja todos os dias e que rezava diante da estatua de um grande santo implorando: "Querido santo, por favor, por favor,  por favor deixa eu ganhar na loteria."  Finalmente a estatua irritada criou vida, olhou para baixo e disse ao pedinte: "Meu filho,  por favor, por favor, por favor, compre um bilhete!"
Bom, eu não comprei três bilhetes como a Liz, mas pedi uma espécie de ticket pass free para Deus, uma conversa aberta mesmo, sem "Senhor meu Deus" ou "Pai Supremo de todos nós". Foi genérico, porém sincero. "Por favor, por favor, por favor! Me deixe passar para a faculdade." E momentos depois minha consciência respondeu. "Vai pedir, mas sem me agradecer?" E então eu vi, no fim daquela longa meditação uma resposta e em seguida disse para mim e para Deus, afirmando energicamente cada palavra: "Eu agradeço por me deixar passar para a faculdade e por me dar essa oportunidade; eu vou fazer o meu melhor para a partir de agora estar em maior contato Contigo". 
E assim foi, um green card celestial sem data, sem carimbo e sem nenhum um "assine aqui". Um papel impresso com a ordem de preenchimento sem previsão. Assim fiz, e ele está aqui agora, na minha mente guardado esperando para ser preenchido. Eu pedi, pedi mesmo a Ele, mas não ordenei, ou pus condições. Apenas pedi, e venho aguardando. Quanto tempo? Eu não sei. E você pode dizer que sou louca, pirada, esquisita. "Você tem que merecer, acertar bastante! Ninguém passa pedindo." É de certa forma o certo e o que pensam. Mas as condições de merecimento não cabem a mim dizer. Nem a você. E mesmo que eu não sabia, espero sinceramente que eu mereça.

Então, hoje, mentalizo apenas "희망."³
E aguardo, ainda um tanto quanto ansiosa, engolindo uma ou duas borboletas aqui e ali. Mas com certezas que nunca tive antes.

¹CV: Curriculum Vitae
²Elizabeth Gilbert: Autora do best-seller: Comer, Rezar, Amar
³"희망" (Hye-mang) - Esperança em coreano

20 fevereiro 2013

Worry ends when faith begins.

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Necessidade de pôr no lugar todas as coisas errôneas e de profunda ansiedade do eu. A caixa de pandora de um e noventa e nove que, acima de tudo, já vem com aqueles itens catalogados e carimbados com seu nível de destreza e experiência pra aguentar o (quase) tudo. Comprei a caixa, um plástico assim não tão resistente, mas que dá pra guardar a 'ansiedadezinha' que parece fim de mundo quando a gente se vê atrelado pela primeira vez a situações em que requerem a experiência de maturidade que, ainda, infelizmente não se tem. Apontar pra fé e remar, como diziam os hermanos, e entregar pro ser supremo e as energias positivas que Dele emanam para que no final das contas, realizado ou não, o tudo de fato dê certo. ♥


05 janeiro 2013

Tomar uma Coca-Cola com você - Frank O´Hara

Is even more fun than going to San Sebastian, Irún, Hendaye, Biarritz, Bayonneor being sick to my stomach on the Travesera de Gracia in Barcelona partly because in your orange shirt you look like a better happier St. Sebastian partly because of my love for you, partly because of your love for yoghurt partly because of the fluorescent orange tulips around the birches partly because of the secrecy our smiles take on before people and statuaryit is hard to believe when I’m with you that there can be anything as stillas solemn as unpleasantly definitive as statuary when right in front of itin the warm New York 4 o’clock light we are drifting back and forthbetween each other like a tree breathing through its spectacles...
...And the portrait show seems to have no faces in it at all, just paintyou suddenly wonder why in the world anyone ever did themI look at you and I would rather look at you than all the portraits in the worldexcept possibly for the Polish Rider occasionally and anyway it’s in the Frickwhich thank heavens you haven’t gone to yet so we can go together the first timeand the fact that you move so beautifully more or less takes care of Futurismjust as at home I never think of the Nude Descending a Staircase orat a rehearsal a single drawing of Leonardo or Michelangelo that used to wow meand what good does all the research of the Impressionists do themwhen they never got the right person to stand near the tree when the sun sankor for that matter Marino Marini when he didn’t pick the rider as carefully as the horse. it seems they were all cheated of some marvellous experiencewhich is not going to go wasted on me which is why I’m telling you about it. (Tradução)


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